Miminhos de porco com “risotto” de abóbora e cogumelos

A carne de porco é uma carne pesada, com sabor muito característico e com um preço muito acessível. Sendo grande a probabilidade de não ser um ingrediente de alta qualidade, é utilizada com menos frequência, mas às vezes há peças que têm bom aspecto e acabamos por comprar.

Estes miminhos (na verdade não sei que parte do porco é) tinham um ar suculento, e como são fininhos é fácil descongelar à pressa a meio da semana, sendo uma boa opção para ter no congelador.

O arroz mais saudável é o integral, por ter um índice de glicemia mais baixo que o arroz branco, dá energia durante mais tempo (é um hidrato de longa absorção), não dando picos de glicemia. Assim ficamos saciados mais tempo, e a maior quantidade de fibra limita a absorção dos açúcares e também ajuda a regular o intestino, além de ter mais minerais, vitaminas e ácidos gordos que ajudam a regular o colesterol.

Na minha opinião é também mais saboroso, e o que aconselho para que cozinhe mais rápido é demolhar umas horas antes (tal como o feijão ou grão).

Tento sempre usar o mínimo de utensílios na cozinha, e por isso esta receita é toda feita numa só frigideira. Aconselho as de ferro da de Buyer, a principal vantagem é atingirem temperaturas muito mais altas, conduzirem melhor o calor, e não libertarem químicos com a utilização, como libertam as anti-aderentes quando se começam a degradar. Todas as receitas dão para fazer em todas as frigideiras, a única diferença é que se calhar a carne não fica tão selada, ou demora um pouco mais de tempo, mas fora isso, é evidente que podem utilizar qualquer frigideira!

Esta receita é um risotto falso, porque não leva queijo nem arroz de risotto, mas a textura fica parecida, e podem sempre por queijo no final!

Ingredientes:

Continue a ler “Miminhos de porco com “risotto” de abóbora e cogumelos”

Tomateiros

img_1140

E já está na altura de semearem os vossos tomateiros!

Aproveitem a chuva que dá sempre jeito, e espalhem umas sementes nos vossos canteiros ou vasos. Prefiram o sítio mais solarengo que tiverem, mesmo que pareça que nada lá vai crescer, mas não se esqueçam de regar para a terra nunca secar.

Se optarem por recipientes/vasos mais pequenos (mínimo 30cm de diâmetro), escolham tomate cherry, que vai trepar pela parede e os tomates não fazem tanto peso.

Continue a ler “Tomateiros”

Na rua entre amigos

Hoje fui assistir ao lançamento do livro “Na rua entre amigos” do fotógrafo Luís Vasconcelos. O livro retrata momentos de pura felicidade entre cães e donos nos passeios do dia-a-dia. As fotografias a preto e branco reflectem de uma forma genuína a intimidade e amizade que unem as pessoas e os seus animais, o que acho incrível.

Encontrei-me com o Luis num dos passeios diários que faço com o Luke, e quando lhe estava a dar água ele tirou esta foto espectacular, mais tarde publicou-a no Facebook, um amigo em comum identificou-me e entrámos em contacto. Este projecto anima-me pois é mais frequente ser tratada de forma hostil por ter um animal que de forma simpática, e infelizmente Portugal ainda tem um longo caminho a percorrer nesta temática. De pouco serve aprovar leis relativas a restaurantes enquanto nem as ruas nem os espaços exteriores são pet friendly.

Podem ver esta foto melhor aqui.

E podem adquirir o livro na Quinta d’Alcateia.

E como diz o Luis

“Este é um trabalho de inesquecíveis momentos partilhados, até porque, para mim, os Cães são Amor em estado puro.”

Matcha latte

Bom dia alegria!

Matcha é uma das bebidas mais populares na Ásia, é um pó de chá verde com um sabor muito intenso e característico. No Japão bebe-se simples, feito com água quente, mas a minha versão preferida é com leite. Já experimentei com várias bebidas vegetais, mas neste caso o que prefiro mesmo é leite.

Ingredientes:

Leite

1/2 colher de chá de Matcha

1/2 colher de chá de Stevia

Dissolver o Matcha não é muito fácil, o método mais eficaz para sujar menos loiça e ter menos trabalho é aquecer uma pouca quantidade de leite no microondas (o equivalente a uma chávena de café) e misturar o Matcha nesse leite com um pequeno misturador de leite – aqueles aparelhos para fazer espuma. Depois de bem dissolvido junta-se a Stevia, e por fim o restante leite e volta-se a aquecer toda a bebida.

Continue a ler “Matcha latte”

Biópsia líquida, hã???

 

shutterstock_143897611
Ciência a esta hora?

Provavelmente já leram alguma notícia acerca da famosa biópsia líquida, ou se calhar nunca ouviram falar, nem conseguem imaginar nas vossas cabeças o que poderá ser. De qualquer das formas, fiquem por aqui, porque isto fica interessante.

Comecemos pelo princípio, uma biópsia é basicamente uma porção de tecido que é retirado para fazer testes de diagnóstico. Isto acontece quando há alguma suspeita de que aquele tecido não está saudável, como é o caso das doenças oncológicas. Uma biópsia pode ser feita por exemplo na pele, pode-se retirar um sinal que tenha um aspecto suspeito, ou pode ser feita em qualquer orgão interno. As biópsias são procedimentos invasivos que implicam muitas vezes anestesias e até mesmo cirurgias, mas são muito necessárias pois dão informação precisa por exemplo sobre o perfil molecular de um tumor. Esta análise permite “prever” se um determinado tumor vai responder a um tratamento especifico, e por isso desenhar um tratamento personalizado àquele doente: a chamada medicina personalizada.
Mas porque é que precisamos de outra biópsia? Como expliquei em cima, as biópsias implicam muitas vezes pequenas cirurgias, tempo de recuperação, anestesias, antibióticos, e outras situações às quais um médico não quer expor o seu doente com frequência, por outro lado, a informação dada pela biópsia é tão útil para ver a evolução do tratamento, que permitia uma actuação mais rápida se fosse feita com mais frequência. E para tentar resolver este problema, os cientistas aproveitaram uma característica terrível dos tumores: a sua rápida e desordenada multiplicação.

Continue a ler “Biópsia líquida, hã???”

Um blog de coisas

OLYMPUS DIGITAL CAMERA
“Pho”, Hanoi, Vietname

Sempre tive blogs, desde que me lembro de ter acesso à internet quando ainda não havia essas coisas de instagram e facebook, e nenhum dos meus amigos andava pela internet e podia descobrir o que eu escrevia. A maioria apaguei felizmente, outros haverão aí perdidos com devaneios de miúda que sempre quis partilhar.

Quem tem ou já tentou sabe que isto dos blogs é coisa com vida própria, ora se mantêm ora se perdem, ora se apagam, uns esquecem-se e outros persistem, e assim garantimos a ordem do universo e das coisas.

Um blog de um tema é muito difícil de manter, obriga-nos a criar conteúdos específicos que nos fazem sentir acorrentados, e desta vez optei por uma estratégia diferente, deixarei que respire, que os conteúdos fluam, pois a vontade de partilhar é mais forte que a corrente.

Aviso já, está claro, que isto dos temas tem algo de relativo, pois há um tema que “insiste e persiste e nunca desiste” de aparecer no dia-a-dia, que é a comida, culinária, gastronomia, receitas, o que lhe quiserem chamar, que aqui será apresentado como foodfrommybackyard: comida do meu quintal, e que está associado à conta de instagram com o mesmo nome que mantenho desde 2012.

Vou tentar, não o garanto, criar conteúdos interessantes e com alguma regularidade, mantenham-se desse lado.

Ah, e sigam o Instagram aqui!