A realeza da escrita gastronómica ou como produzir um texto a partir de parágrafos aleatórios

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Photo: OHQCT

Há realmente dons que não dão para acreditar.

Uma das excursões da patrulha Papas foi o almoço no famoso Zé dos Cornos. Éramos 5 aspirantes a críticos famintos e o nosso mentor sugeriu que todos comêssemos o piano grelhado com arroz de feijão. O TPC era um texto sobre a refeição.

Até aqui tudo bem.

As dificuldades surgiram quando soubemos que era um texto a 14 mãos e cada um tinha um parágrafo destinado!

Ora se todos tínhamos tido a mesma experiência, como não repetir? Como mencionar coisas sem saber se iriam ser contextualizadas no início? Pareceu-me uma tarefa, a mim cujas palavras não saem facilmente, megalómana.

Mas não há nada como o conhecimento, e não queria deixar de partilhar convosco o resultado que me deixou boquiaberta.

Uma salva de palmas para O Homem Que Comia Tudo que acertou na muche, e para a restante patrulha Papas pelas belas palavras.

Não deixem de ler esta preciosidade, e coloquem um lembrete no telemóvel para a próxima vez que vos apetecer um piano!

Um pianissimo no Zé dos Cornos – Por Ana ClementeInês MatiasInês GarciaLeila GatoMariana Barbosa e Rodrigo Mota. Edição: Ricardo Felner.

Ljubomir (s)em Papas na Língua

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Foto: OHQCT

“É a maior entrevista a Ljubomir Stanisic já alguma vez publicada.” Ricardo Dias Felner

E foi feita por nós, no âmbito do curso de escrita e cultura gastronómica Papas na Língua que para grande infelicidade nossa termina já amanhã.

Ljubomir Stanisic está preparado para tudo, dá ares de durão mas só fala de amor, no próximo ano não jantará com o filho, porque estará na cozinha do novo restaurante, que vai abrir no Bairro Alto. Conta-nos como é gerir um dos melhores restaurantes do mundo, e como foi sustentar a mãe e a irmã durante a guerra da Bósnia. Os empregados são da família, e só com eles faz a melhor cozinha do mundo.

Podem ler toda a entrevista no blog d’ O homem que comia tudo, mas preparem-se: a intensidade do chef sente-se através das palavras!

Visitem os blogs e instas da turminha:

Inês GarciaInês Matias, Leila Gato, Mariana Barbosa e Rodrigo Mota.

Na rua entre amigos

Hoje fui assistir ao lançamento do livro “Na rua entre amigos” do fotógrafo Luís Vasconcelos. O livro retrata momentos de pura felicidade entre cães e donos nos passeios do dia-a-dia. As fotografias a preto e branco reflectem de uma forma genuína a intimidade e amizade que unem as pessoas e os seus animais, o que acho incrível.

Encontrei-me com o Luis num dos passeios diários que faço com o Luke, e quando lhe estava a dar água ele tirou esta foto espectacular, mais tarde publicou-a no Facebook, um amigo em comum identificou-me e entrámos em contacto. Este projecto anima-me pois é mais frequente ser tratada de forma hostil por ter um animal que de forma simpática, e infelizmente Portugal ainda tem um longo caminho a percorrer nesta temática. De pouco serve aprovar leis relativas a restaurantes enquanto nem as ruas nem os espaços exteriores são pet friendly.

Podem ver esta foto melhor aqui.

E podem adquirir o livro na Quinta d’Alcateia.

E como diz o Luis

“Este é um trabalho de inesquecíveis momentos partilhados, até porque, para mim, os Cães são Amor em estado puro.”

Um blog de coisas

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“Pho”, Hanoi, Vietname

Sempre tive blogs, desde que me lembro de ter acesso à internet quando ainda não havia essas coisas de instagram e facebook, e nenhum dos meus amigos andava pela internet e podia descobrir o que eu escrevia. A maioria apaguei felizmente, outros haverão aí perdidos com devaneios de miúda que sempre quis partilhar.

Quem tem ou já tentou sabe que isto dos blogs é coisa com vida própria, ora se mantêm ora se perdem, ora se apagam, uns esquecem-se e outros persistem, e assim garantimos a ordem do universo e das coisas.

Um blog de um tema é muito difícil de manter, obriga-nos a criar conteúdos específicos que nos fazem sentir acorrentados, e desta vez optei por uma estratégia diferente, deixarei que respire, que os conteúdos fluam, pois a vontade de partilhar é mais forte que a corrente.

Aviso já, está claro, que isto dos temas tem algo de relativo, pois há um tema que “insiste e persiste e nunca desiste” de aparecer no dia-a-dia, que é a comida, culinária, gastronomia, receitas, o que lhe quiserem chamar, que aqui será apresentado como foodfrommybackyard: comida do meu quintal, e que está associado à conta de instagram com o mesmo nome que mantenho desde 2012.

Vou tentar, não o garanto, criar conteúdos interessantes e com alguma regularidade, mantenham-se desse lado.

Ah, e sigam o Instagram aqui!