Biópsia líquida, hã???

 

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Ciência a esta hora?

Provavelmente já leram alguma notícia acerca da famosa biópsia líquida, ou se calhar nunca ouviram falar, nem conseguem imaginar nas vossas cabeças o que poderá ser. De qualquer das formas, fiquem por aqui, porque isto fica interessante.

Comecemos pelo princípio, uma biópsia é basicamente uma porção de tecido que é retirado para fazer testes de diagnóstico. Isto acontece quando há alguma suspeita de que aquele tecido não está saudável, como é o caso das doenças oncológicas. Uma biópsia pode ser feita por exemplo na pele, pode-se retirar um sinal que tenha um aspecto suspeito, ou pode ser feita em qualquer orgão interno. As biópsias são procedimentos invasivos que implicam muitas vezes anestesias e até mesmo cirurgias, mas são muito necessárias pois dão informação precisa por exemplo sobre o perfil molecular de um tumor. Esta análise permite “prever” se um determinado tumor vai responder a um tratamento especifico, e por isso desenhar um tratamento personalizado àquele doente: a chamada medicina personalizada.
Mas porque é que precisamos de outra biópsia? Como expliquei em cima, as biópsias implicam muitas vezes pequenas cirurgias, tempo de recuperação, anestesias, antibióticos, e outras situações às quais um médico não quer expor o seu doente com frequência, por outro lado, a informação dada pela biópsia é tão útil para ver a evolução do tratamento, que permitia uma actuação mais rápida se fosse feita com mais frequência. E para tentar resolver este problema, os cientistas aproveitaram uma característica terrível dos tumores: a sua rápida e desordenada multiplicação.

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Um blog de coisas

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“Pho”, Hanoi, Vietname

Sempre tive blogs, desde que me lembro de ter acesso à internet quando ainda não havia essas coisas de instagram e facebook, e nenhum dos meus amigos andava pela internet e podia descobrir o que eu escrevia. A maioria apaguei felizmente, outros haverão aí perdidos com devaneios de miúda que sempre quis partilhar.

Quem tem ou já tentou sabe que isto dos blogs é coisa com vida própria, ora se mantêm ora se perdem, ora se apagam, uns esquecem-se e outros persistem, e assim garantimos a ordem do universo e das coisas.

Um blog de um tema é muito difícil de manter, obriga-nos a criar conteúdos específicos que nos fazem sentir acorrentados, e desta vez optei por uma estratégia diferente, deixarei que respire, que os conteúdos fluam, pois a vontade de partilhar é mais forte que a corrente.

Aviso já, está claro, que isto dos temas tem algo de relativo, pois há um tema que “insiste e persiste e nunca desiste” de aparecer no dia-a-dia, que é a comida, culinária, gastronomia, receitas, o que lhe quiserem chamar, que aqui será apresentado como foodfrommybackyard: comida do meu quintal, e que está associado à conta de instagram com o mesmo nome que mantenho desde 2012.

Vou tentar, não o garanto, criar conteúdos interessantes e com alguma regularidade, mantenham-se desse lado.

Ah, e sigam o Instagram aqui!